segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Eis a pesquisa sobre Álcool e seus efeitos no organismo.

Alcoolismo: Como ele entra em nossas vidas.

“Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Proverbios3.6”

Milhares de pessoas sofrem direta ou indiretamente por uso abusivo de bebidas alcoólicas. Vemos continuamente na mídia, que o álcool, destrói casamentos, causa acidentes de trânsitos, gera violência. Mas nunca foi abordado de forma séria o que o álcool causa ao organismo. Esse talvez seja um dos piores efeitos que esse inimigo possa causar a uma pessoa. Os seus efeitos são silenciosos afetando principais áreas do organismo como fígado, coração, pulmão e rins que são responsáveis pelo bom funcionamento de todo ele. Por eles filtramos o sangue, enviamos oxigêncio ao coração, distribuímos enzimas, proteínas, etc... para todo o complexo porém, seu mau funcionamento pode causar paralisia instantânea de todo o corpo. Mas, o que leva uma pessoa a beber? O que provoca seu desejo em perder noites, dias e até meses sem parar de beber, em bares, ruas ou até em casa?

Nascemos para vivermos felizes. O inimigo de nossas almas quer nos tirar o nosso maior prazer que é viver em meio a nossas famílias em paz e sossego. Da forma como fomos criados, determinará o que seremos no futuro. O princípio de tudo na vida de um ser humano, depende do meio em que ele vive. É importantíssimo voltarmos às velhas raízes e identificarmos o que nos faltou, para que a compulsão por álcool entrasse em nossas vidas. Muitos dizem é hereditário, outros é pura falta de vontade, mas o dependente não pensa assim. No fundo, ele quer ser livre. E o que lhe falta realmente é ajuda.

“Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do SENHOR. Provérbios8,35”
A Organização Mundial de Saúde elaborou um questionário contendo 10 questões para estratificar o risco do consumo de álcool, o AUDIT ("Alcohol Use Disorders Identification Test"). Este teste identifica quatro zonas de risco. A zona I se aplica à maioria das pessoas e indica um consumo de álcool de baixo risco ou então pessoas que não ingerem álcool. A zona de risco II, engloba uma proporção significativa das pessoas, e consiste no uso de álcool em excesso, que corresponde a mais de 20g de álcool puro por dia, o que equivale aproximadamente a uma garrafa de cerveja ou duas taças de vinho. As pessoas que excedem esses níveis aumentam as chances de problemas de saúde relacionados ao álcool, como acidentes, lesões, aumento da pressão arterial, doença do fígado, câncer, e doença do coração, bem como violência, problemas legais e sociais, baixo rendimento no trabalho devido a episódios de intoxicação aguda.
A zona de risco III, geralmente indica o uso prejudicial, mas pode também incluir pessoas já em dependência; essas pessoas já experimentaram os problemas relacionados com o excesso de álcool relatados acima. A zona IV é o nível mais alto de risco, e se refere a pessoas dependentes do álcool e que necessitam de atenção especial em centros especializados para a sua recuperação. O álcool deveria ser tratado como droga, pois age tão pior no organismo quanto outro narcótico. Os dois matam até na mesma proporção de injestão, porém o alcool, mata silenciosamente. Sua ação é devagar, como se marcasse caminhos pelo organismo e bloqueando seu bom funcionamento.
“Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte; Isaías 5:22
Não existe muita diferença de quem bebe uma vez por dia e do alcoólatra que vemos muitas vezes caído nas ruas. Os dois são alcoólatras. Pasme, a diferença está apenas na reação do corpo, uns demoram a sentir o efeito outros sentem mais rápido. A pessoa que toma uma bebida todo dia, pode se considerar um alcoólatra. As pessoas que na hora do almoço, no trabalho pede uma bebida “pra acompanhar” pode se considerar um alcoólatra. A pessoa que acorda de manhã já pensando em chegar o final do dia e tomar “uma saidinha” pode se considerar um alcoólatra. Quando vemos um bêbado, trançado as pernas, caindo na rua, podem ter a certeza: ele não bebeu muito. Apenas seu organismo é fraco e o álcool chega muito mais rápido a regiões do celebro que inibem o nosso comportamento motor. Muito cuidado! Não pense que você não vai chegar a esse ponto, pois você já pode estar neste ponto...
“O VINHO é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio.
Provérbios 20.1”

O primeiro passo na vida de um homem para sair de enorme buraco em que se enfiou é através da fé. Acreditar em Deus é o melhor caminho, não há outro. Somente através de ação conseguimos interromper a vontade própria que sempre impediu a entrada de Deus em nossas vidas. A fé é necessária certamente , porém a fé isolada pode resultar em nada. Podemos ter fé, mas mantermos Deus fora de nossas vidas.

Portanto, o nosso problema agora é descobrir como e por que meios específicos, poderemos deixá-lo entrar em nossas vidas. Aliás a eficácia de ajuda ministerial dependerá de quão bem e sinceramente tenhamos tentado chegar à decisão de entregar a nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus.

AQUI, VEREMOS O QUE É O ALCOOL, SEUS EFEITOS ANTES E DEPOIS NO ORGANISMO

“Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado. Provébios 23.30”

1º O que é álcool?
O álcool é produzido pela fermentação de açúcares contidos em frutas, grãos e em caules (como na cana-de-açúcar). As bebidas alcoólicas são classificadas em: fermentadas, destiladas e compostas.
Para entender os efeitos do álcool no corpo é útil entender a natureza do álcool como uma substância química. Então, vamos dar uma olhada...
Veja vários fatos:
· o álcool é um líquido claro à temperatura ambiente;
· o álcool é menos denso e evapora em temperaturas mais baixas do que a água (essa propriedade permite que ele seja destilado - aquecendo uma mistura de álcool e água, o álcool evapora antes);
· o álcool se dissolve facilmente em água;
· o álcool é inflamável (tão inflamável que pode ser usado como combustível).

2º Como o álcool entra no corpo

“Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Provérbios. 23.31”

Quando uma pessoa toma uma bebida alcoólica, cerca de 20% do álcool é absorvido no estômago e 80% é absorvido pelo intestino delgado. A velocidade com que o álcool é absorvido depende de várias coisas:

· a concentração de álcool em uma bebida - quanto maior a concentração, mais rápida a absorção;
· o tipo de bebida - bebidas carbonadas tendem a ser mais rápidas na absorção do álcool;
· quer o estômago esteja cheio ou vazio - a comida deixa a absorção do álcool mais lenta.
Depois da absorção, o álcool entra na corrente sangüínea e se dissolve na água do sangue. O sangue carrega o álcool por todo o corpo. O álcool do sangue, então, entra e se dissolve na água dentro de cada tecido do corpo (exceto o tecido de gordura, já que o álcool não pode se dissolver em gordura). Uma vez dentro dos tecidos, o álcool mostra seus efeitos no corpo. Os efeitos observados dependem diretamente da concentração de álcool no sangue (CAS), que está relacionada com a quantidade de álcool consumida. A CAS pode se elevar significantemente dentro de 20 minutos depois de ingerida a bebida.

3º Como o álcool sai do corpo

“No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá. Provérbios 23.32”

Uma vez absorvido pela corrente sangüínea, o álcool deixa o corpo de três formas:
· o rim elimina 5% do álcool na urina;
· os pulmões exalam 5% do álcool, que pode ser detectado por bafômetros;
· o fígado quebra quimicamente o álcool restante em ácido acético.

4º Como o corpo responde ao álcool

“Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. Provérbios 23.33”

O álcool age primeiro nas células nervosas dentro do cérebro. O álcool interfere na comunicação entre as células nervosas e outras células, impedindo as atividades das vias nervosas excitantes e aumentando as atividades das vias nervosas inibidoras.
Por exemplo, o Centro Médico da Universidade de Chicago: Ações do Álcool e Anestesia (site em inglês) fala sobre a habilidade do álcool (e dos anestésicos inaláveis) de intensificar os efeitos do neurotransmissor GABA, que é um inibidor. Intensificar um inibidor teria o efeito de fazer as coisas lentamente, o que combina com o comportamento que você vê em uma pessoa bêbada. A glutamina é um neurotransmissor excitativo enfraquecido pelo álcool. Fazendo que esse neurotransmissor excitativo fique menos eficaz, você também consegue lentidão. O álcool faz isso interagindo com os receptores nas células receptoras nessas vias.
O álcool afeta vários centros no cérebro, tanto de baixa como de alta ordem. Os centros não são igualmente afetados pela mesma CAS: os centros de ordem mais alta são mais sensíveis que os de baixa ordem. Enquanto a CAS aumenta, mais e mais centros do cérebro são afetados.
A ordem na qual o cérebro afeta os vários centros cerebrais é a seguinte:

Lobos Cerebrais: a região de cor azul é onde encontra-se o lobo frontal.

1 - córtex cerebral (Azul) - camada mais externa do cérebro, sendo rico em neurônios e o local do processamento neuronal mais sofisticado. É toda a parte maior do célebro
2 - sistema límbico (Amarelo) - Na superfície medial do cérebro dos mamíferos, o sistema límbico é a unidade responsável pelas emoções.
3 – cerebelo (Verde) - O cerebelo é a parte do encéfalo responsável pela manutenção do equilíbrio e postura corporal, controlo do tónus muscular e dos movimentos
4 - hipotálamo e glândula pituitária (Vermelho) - Regula determinados processos metabólicos e outras atividades autônomas.
5 - medula (haste do cérebro) (Cinza) - Medula é uma designação genérica que se caracteriza por sua situação central com referência ao órgão ou estrutura em que se encontra.

5º Efeitos a longo prazo

“E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro. Provérbios 23.34”

Além das adaptações mencionadas na página anterior, há muitos efeitos físicos que resultam da longa exposição ao álcool:
· a atividade aumentada no fígado causa a morte das células e o endurecimento do tecido (cirrose hepática);
· as células cerebrais em vários centros morrem, reduzindo a massa ecefálica total;
· úlceras estomacais e intestinais podem se formar por causa do constante uso do álcool, que irrita e degenera as partes internas desses órgãos;
· a pressão sangüínea aumenta à medida que o coração compensa a redução inicial da pressão sangüínea causada pelo álcool;
· a produção de esperma (célula sexual masculina) diminui por causa da redução da secreção hormonal sexual do hipotálamo/pituitária e, possivelmente, pelos efeitos diretos do álcool nos exames;
· nutrição pobre reduz os níveis de ferro e vitamina B, levando à anemia;
· como os alcóolicos perdem o equilíbrio e caem com freqüência, eles sofrem mais freqüentemente de hematomas e ossos fraturados, especialmente à medida que envelhecem.
Finalmente, o abuso e a dependência do álcool causam problemas emocionais e sociais. Como o álcool afeta os centros emocionais no sistema límbico, os alcóolicos se tornam ansiosos, depressivos e até mesmo suicidas. Os efeitos emocionais e físicos do álcool podem contribuir para problemas conjugais e familiares, incluindo violência doméstica, bem como problemas relacionados ao trabalho, como faltas excessivas e fraco desempenho.
Embora o alcoolismo tenha efeitos devastadores no ambiente social e na saúde de uma pessoa, há tratamentos médicos e psicológicos para solucionar o problema.

6º Biologia de uma ressaca: inibição de uma vasopressina

"Ai de vós os que vos levantais pela manhã, para vos entregardes à embriaguez" Isaias 5:11.
“E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? aí então beberei outra vez. Provérbios 23.35”

Quando o álcool é consumido, ele entra na corrente sangüínea e faz com que a hipófise (Glândula localizada no celebro, reguladora da produção de testosterona pelas células intersticiais responsável pela produção de esperma) no cérebro bloqueie a criação da vasopressina (O hormônio antidiurético (HAD, em inglês ADH), é um hormônio humano que é secretado quando o corpo está com pouca água). Sem esta substância química, os rins enviam a água diretamente para a bexiga ao invés de reabsorvê-la no organismo. É por isso que quando o álcool é ingerido, a diurese aumenta.
De acordo com estudos, ingerir por volta de 250 mililitros de bebida alcoólica faz com que o corpo expulse de 800 a 1000 mililitros de água; uma relação de quatro vezes mais perda do que ganho. Este efeito diurético é menor depois que o álcool diminui na corrente sangüínea, mas os efeitos colaterais ajudam a criar a ressaca.
Na manhã seguinte de uma grande bebedeira, o corpo envia uma mensagem desesperada, solicitando que seu suprimento de água seja reposto, geralmente manifestada por uma sensação de boca seca.
A urina expele sais minerais e potássio que são necessários para o funcionamento adequado dos nervos e músculos ; quando os níveis de sódio e potássio ficam muito baixos, surgem as dores de cabeça, fadiga e náusea. O álcool também destrói a reserva de glicogênio no fígado, que é quebrado em glucose e enviado para fora do corpo sob a forma de urina. A falta desta fonte de energia é, em parte, responsável pela fraqueza, fadiga e falta de coordenação na manhã seguinte. Além disso, o efeito diurético expele eletrólitos vitais, como o potássio e o magnésio, que são necessários para o funcionamento adequado das células.
Tipos diferentes de bebidas alcóolicas podem causar diferentes tipos de ressaca. Na seção seguinte, conheceremos essas diferenças.

A biologia de uma ressaca: resíduos tóxicos
Vinhos escuros e licores tem um nível mais alto de certas toxinas
Tipos diferentes de bebidas alcóolicas podem resultar em diferentes sintomas de ressaca, pois algumas bebidas alcoólicas têm uma concentração mais alta de toxinas, que são subprodutos da fermentação.
A maior quantidade destas toxinas é encontrada no vinho tinto e bebidas escuras como o bourbon, o brandy, o uísque e a tequila.
Bebidas alcoólicas diferentes (cerveja, vinho, destilados, etc.) têm substâncias diferentes quando combinadas, e podem resultar em sintomas de ressaca bastante graves. Além disto, a carbonatação da cerveja apressa a absorção do álcool. Como resultado, beber cerveja depois de outra bebida não dá ao corpo o tempo necessário para processar as toxinas.

A biologia de uma ressaca: reação à glutamina
Depois de exagerar no consumo de bebida alcóolica, o indivíduo não consegue dormir tão bem como o faz normalmente, pois o corpo está reagindo ao efeito depressivo do álcool no organismo. Quando alguém está bebendo, o álcool inibe a glutamina, um dos estimulantes naturais do organismo. Quando o indivíduo pára de beber, o organismo tenta compensar o tempo perdido, produzindo mais glutamina do que precisa.
O aumento nos níveis de glutamina estimula o cérebro enquanto a pessoa tenta dormir, evitando que os níveis mais profundos e saudáveis do sono sejam atingidos. Isto contribui muito para a fadiga sentida em uma ressaca. A ação da glutamina durante uma ressaca também pode ser responsável por tremores, ansiedade, agitação e aumento da pressão arterial.
O álcool é absorvido diretamente através do estômago, por isso as células que o recobrem ficam irritadas. O álcool também provoca a secreção de ácido clorídrico no estômago, eventualmente fazendo com que os nervos enviem ao cérebro a mensagem de que o conteúdo do estômago está machucando o corpo e precisa ser expelido através do vômito. Este mecanismo pode, na verdade, diminuir os sintomas da ressaca a longo prazo, pois livra o estômago do álcool e reduz o número de toxinas com as quais o organismo tem que lidar. A irritação do estômago também é responsável por outros sintomas desagradáveis da ressaca, como a diarréia e a perda de apetite.

ABAIXO, UM TEXTO PARA VER COMO É IMPORTANTE SE LIVRAR DESSE VÍCIO:
:: ...HIC. Bebendo demais?
Leia - depois da ressaca - a matéria abaixo por Maria Tereza Gomes
Considerando que o álcool existe há 7.000 anos ou mais, e que os historiadores acham que a bebida pode ter sido inventada antes que o pão, e que há 3.500 anos os chineses bebiam para afogar a melancolia, e que hoje só 30% da população adulta é abstêmia, é absolutamente espantosa a ignorância e a confusão que se faz em relação ao álcool.
No anos 70 era charmoso ser fotografado com um copo na mão. "A humanidade está três copos de uísque atrasada", disse Humphrey Bogart, um dos nomes hollywoodianos que emprestaram seu charme à bebida e que morreu devido ao excesso da própria. Atualmente você pode beber água mineral numa festa e ninguém vai se preocupar com isso. Por outro lado, pedir vinho num almoço de negócios pode até ser chique. Mas vodca, desculpe amigo, pode denunciar que você já não consegue viver sem um trago.
É difícil falar de alcoolismo sem parecer um sermão dos Alcoólicos Anônimos. Mas nem os médicos conseguem fugir desse discurso. "O álcool é a pior das drogas porque é aceito socialmente", diz o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, coordenador-geral do Instituto de Psiquiatria da USP e membro da diretoria do Conselho Internacional sobre Alcoolismo e Drogadependêneia, com sede na Suíça. Há um consenso generalizado de que o alcoolismo só atinge aquele coitado que mora debaixo dos viadutos e toma pinga para esquecer os problemas ou aquecer os ossos. Saiba que se você vai todos os dias para o happy hour corre o mesmo risco que ele.
Uma observação à sua volta e você descobrirá que boa educação, uma bela conta bancária e uma carreira espetacular não oferecem imunidade contra os perigos do álcool.
Se isso o assustou, responda às perguntas a seguir e faça seu próprio diagnóstico. Alguma vez você sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar de beber? As pessoas criticam o seu modo de beber? Você se sente culpado, chateado, pela maneira como costuma beber? Você costuma beber de manhã para diminuir o nervosismo ou a ressaca? Com duas ou mais respostas positivas, cuidado. Você já pode ser um alcoólatra. Há 20 anos, com um diagnóstico positivo, você seria tratado como irresponsável, desequilibrado, uma pessoa de personalidade fraca. Os estudos atuais mostram que não há relação entre alcoolismo e personalidade. A Organização Mundial de Saúde o classifica como uma doença crônica, progressiva e potencialmente fatal.
VEXAMES Considerar o alcoolismo como doença já foi um avanço. Mas para a medicina ainda se trata de uma doença obscura. Os pesquisadores até hoje não sabem por que algumas pessoas têm mais vontade de beber do que outras. Nenhum especialista vai dizer a você qual é o limite, quanto beber sem ser tecnicamente qualificado como uma pessoa com problemas. O único juiz, dirão eles, capaz de saber se você virou um alcoólatra é você mesmo. Ai é que está o problema. Os alcoólatras são mestres em despistar, em geral são os últimos a admitir o problema. A mulher está ameaçando ir embora, o carro está na oficina por causa de uma batida na saída do bar, mas ele continua afirmando que tem o controle, que pode parar a qualquer hora. Numa definição simplista, se o álcool está causando problemas e você continua bebendo mesmo assim, é melhor pedir ajuda.
"Durante reuniões com clientes, eu ia tomar o cafezinho na copa para que eles não percebessem minhas mãos tremendo", diz um publicitário paulistano que agora está longe do álcool, depois de 30 anos como um consumidor voraz de uísque. O trabalho é o último lugar onde você se denunciará. Por variados motivos, os primeiros indicadores aparecem fora da empresa: safanões na mulher, cair no sono e ignorar as crianças, acidentes de carro, impotência. Há poucas coisas mais românticas do que um jantar à luz de velas regado a vinho. O álcool desinibe, as pessoas riem mais facilmente, deixam a autocensura de lado. O problema é que a longo prazo, ao contrário do que diz a crença popular, o álcool deixa de ser afrodisíaco. William Shakespeare já sabia disso em 1605, quando escreveu Macbeth Veja parte de um diálogo do segundo ato:
"—Macduff: Quais as três coisas que a bebida provoca?
Porter: Ora essa, senhor, vermelhidão no nariz, sono e urina. Luxúria, senhor, ela provoca e não provoca. Provoca o desejo, mas dificulta a execução..."
Muito cuidado com as definições do que é um drinque. Os especialistas não definem um drinque como um copo cheio de água com uísque. Um drinque é 0,028 litro, ou duas colheres de sopa de álcool etílico. Tanto faz se o álcool está na cerveja, no vinho ou no licor. O que varia é o teor alcoólico da bebida. Uma dose de uísque, vodca, conhaque ou licor tem entre 40% e 50% de álcool. Os vinhos, de 13% a 20%. As cervejas, 9%. Um dos grandes charmes da bebida é que ela é um excelente relaxante muscular. Se você está tenso depois de um dia de trabalho duro, que terminou com um congestionamento a caminho de casa, uma ou duas doses podem cair bem. Quantidades maiores não farão muito mais por seus músculos. "Não há nada de errado no hábito de tomar uma dose de uísque todo dia ao chegar em casa ou um porre de vez em quando", diz o neurocirurgião Antônio Flávio Yunes Salles, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. O problema, segundo todos os especialistas, está nas pessoas que precisam aumentar a quantidade de álcool para sentir o mesmo efeito. Salles é especialista na parte do corpo mais afetada pelo álcool, o sistema nervoso central. "O alcoolismo crônico lesa o cérebro de maneira irreversível", diz ele. "O cérebro de um homem de 35 anos que bebe intensamente desde os 18 tem o mesmo nível de atrofia que o de uma pessoa de 70 anos."
Se dois drinques por dia são toleráveis, três ou quatro farão você cochilar, ficar sentimental e engordar (vodca e sorvete têm igual número de calorias). Se você já chegou a cinco drinques num dia, pelo menos uma vez por semana, está entrando na categoria dos bebedores freqüentes. Nesse estágio, provavelmente você já esteja precisando de carona para casa. Oito drinques, uma vez por semana, é muito sério. Como bebedor pesado, você está sujeito a acidentes de carro e a dar vexames em público.
Por uma razão desconhecida pelos pesquisadores, nem todos que bebem viram alcoólatras. Nove em cada 10 pessoas podem beber sem ficar dependentes. A experiência dos consultórios de psiquiatras e outros médicos é o oposto do que você está acostumado a ouvir. As pessoas com mais tolerância ao álcool são as que mais têm problemas com ele. Em outras palavras, se você é aquele que bebe igual aos amigos, mas não fica de porre nem de ressaca no dia seguinte, atenção. O seu amigo sai na sexta, bebe todas, fica de ressaca e, provavelmente, vai tomar refrigerante nos dias seguintes. Você, que tem um fígado espantosamente forte, ao contrário, vai estar ótimo, preparado para um novo porre. A ação inicialmente invisível do álcool vai continuar.
"Eu tomei o primeiro porre aos 15 anos. Eu lembro que foi uma sensação maravilhosa. Na faculdade eu bebia todas as noites, antes, depois e às vezes durante as aulas. Nesse período eu me sentia o máximo, fazia o maior sucesso. Aos 28 anos, eu era superintendente de marketing de uma grande empresa brasileira, e tomava quatro vodcas no almoço. Eu costumava sair do escritório no meio da tarde e ir ao bar da esquina para uma cerveja. À noite, a bebedeira ia até de madrugada. Com 34 anos, eu tinha que beber de manhã".
Hugo L. (como todos os membros dos Alcoólicos Anônimos, ele não se identifica com o nome completo) fez três faculdades, fala alemão, francês e italiano e tinha uma memória fotográfica. Uma das lesões que o álcool provocou em seu cérebro foi a perda da memória privilegiada. Seu caso é exemplar para mostrar a ação lenta e cruel do álcool. Hugo tinha uma alta tolerância no começo. "A bebida servia para eu ficar legal, para fechar negócios, para cantar uma garota", diz Hugo. Os problemas só começaram a aparecer aos 28 anos, 13 depois do primeiro gole. Nessa época, Hugo tinha amnésia alcoólica. Algumas noites inteiras de sua vida jamais poderão ser lembradas, simplesmente porque o cérebro não as registrou. Numa dessas noites, Hugo antecipou num boteco todo o planejamento de marketing de sua empresa. Nem todos os que estavam à mesa eram seus amigos e os planos foram parar na concorrência.
BOBAGENSNunca mais Hugo vai olhar para uma garrafa de uísque com naturalidade. O temor de fraquejar é constante. Se tomar uma só gota, segundo os médicos, ele e todos os outros que deixam de beber voltam à fase mais crítica do alcoolismo em duas semanas. Um típico homem alcoólatra começa a beber pesado na adolescência aumenta as doses a partir dos 20 anos e vai ter sérios problemas nos 30. A primeira crise com hospitalização vem logo a seguir, mas só a partir dos 40 anos ele se identificará como alcoólatra—uma pessoa que não pode beber sem problemas. Executivos são muito espertos para esconder isso. Poucos retornam do almoço tropeçando na mobília. "O impacto não é tanto na qualidade, mas na quantidade do trabalho", diz Laura Altman, da consultoria Towers Perrin, nos Estados Unidos, citada pela revista Fortune, numa reportagem sobre alcoolismo. "Pessoas que bebem durante o expediente examinam detalhadamente seu trabalho, tentando eliminar erros que os prejudicarão depois."
Isso, claro, depende da fase do alcoolismo em que a pessoa se encontra. Aquele que bebe antes de reuniões para não tremer diante dos outros pode fazer bobagens por não estar sóbrio. Drew Lewis, ex-chairman e CEO da Union Pacific, a maior empresa férrea dos Estados Unidos, fez isso. Em 1994, durante uma reunião em que discutia o valor de uma companhia que a Union pretendia adquirir, Lewis exorbitou seus poderes. Como não conseguia fechar o negócio por 17,50 dólares a ação, ele propôs 20 por ação. O novo preço era novidade até para seus superiores. Depois da reunião, Lewis admitiu que tinha problemas com bebida e se internou para um tratamento de cinco semanas. A Union teve de se explicar e retomar as negociações a 17,50. Lewis manteve-se no cargo até janeiro deste ano, quando se aposentou, aos 65 anos.
Qual é o momento de cortar ou desistir da bebida? Os Alcoólicos Anônimos sugerem um teste considerado infalível por quem já bebeu. Durante pelo menos três meses tente beber diariamente um número fixo de drinques, desde que não seja mais do que três. É preciso beber a mesma quantidade todos os dias, de preferência no mesmo horário. Não arrume desculpas, como casamentos, funerais, ganhar na loteria ou uma promoção para exceder o limite. Uma só exceção e você terá falhado no teste. Segundo os membros dos AA são raros os alcoólatras que conseguirão ir até o fim. Não tente parar de beber por certa temporada. Segundo os especialistas, até os dependentes mais avançados conseguem se abster da bebida por períodos consideráveis. A idéia é a seguinte: pessoas com sérios problemas de bebida não se controlam uma vez que começam a beber.
Se você acha que seu problema não é alcoolismo, mas ataca um uísque antes mesmo de afrouxar o nó da gravata, mude sua rotina. Não fique perto do bar roendo as unhas. Vá brincar com as crianças ou passear com o cachorro. Faça alguma coisa para tirar sua atenção da bebida. Não use a bebida como único método de relaxamento. Se o seu caso é mais avançado, se você realmente não consegue ficar sem a bebida, é preciso buscar tratamento. Não há um consenso sobre a melhor maneira de conseguir parar. Muitas pessoas param sozinhas. Outras vão a clínicas especializadas ou se unem a grupos como os Alcoólicos Anônimos. Nenhuma técnica garante sucesso. Um estudo americano, citado pela Fortune, descobriu que um ano após o tratamento um terço ainda estava em abstinência, um terço só reduziu o consumo e os demais estavam bebendo ainda mais do que antes. Os AA ajudam as pessoas a admitirem seu problema e também dão o apoio grupal de que muitas delas precisam.
"O alcoolismo é doença e nada tem a ver com mau-caráter, com falta de educação, ou com qualquer comportamento suscetível de punição", diz o psiquiatra José Roberto Albuquerque Fortes, professor emérito da USP, co-autor do livro Alcoolismo-Diagnóstico e Tratamento. É uma doença com repercussões graves no organismo. O álcool compromete severamente 0 fígado, pâncreas, coração, aparelho digestivo, rins, aparelho respiratório e sistema nervoso central. Mas o álcool também é fonte de energia Em pequenas quantidades, a pessoa até trabalha mais. Como entorpece levemente a consciência, também pode provocar a sensação de ausência de fadiga muscular. Preste atenção à sua rotina com bebidas antes que o álcool vire seu inimigo íntimo.

A CURA

“Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.” Salmos 37:5

Após ler todo esse estudo, se identificar com todos os sintomas do alcoolismo e reconhecer dentro de si que precisa ser livre desse vício, o próximo passo, é aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador. Deixar que o Senhor te livre desse mal. Quando usamos o livre arbítrio, não servimos ao Senhor deliberadamente, servimos ao inimigo e ele se torna o senhor de nossas vidas. Então, suas artimanhas seus planos são todos voltados para destruição de uma vida tão preciosa para Cristo. O maior desejo do inimigo de nossas almas, é destruir a família. Ele odeia a família e tudo o que se refere a bençãos do Senhor para nossas vidas. E o que Deus mais ama em seus filhos é a união da família. E o vício, seja ele de que qualquer forma é parte integrante das ardilosas armas astutas desse destemido e cruel inimigo. Enquanto ele faz tudo parecer normal e inatingível, no interior do ser humano ele já plantou a semente da destruição. Aos poucos o vício começa a fazer efeito na família, principlamente na família, entristecendo o cração da esposa, dos filhos, trazendo contendas e discussões. Aonde Deus quer operar com maravilhas, prolongando a vida de sua espécie, o inimigo tenta dirimir, destruindo seu tempo habitável na terra. Portanto, se voce ainda é criatura, está a mercê do inimigo, o Senhor nosso Deus nada pode fazer a não ser livrá-lo da morte. Por enquanto...

Seja filho! Como filho, seu Pai que está no céu, cuidará de voce. Seja filho, e seu Pai que está no céu, não deixará mais que o inimigo destrua sua vida. Seja filho, e seu Pai que está no céu te livrará de todas as armas usadas por satanáz para te destruir. Seja filho, e o Pai que está no céu te preencherá todas as suas necessidades. Seja filho, seja Salvo!

Vamos orar??

“Senhor, sei que sou falho e não entendo seu plano em minha vida. Errei me entregando ao vício, quando na verdade eu deveria te buscar. A partir de agora não quero ser o mesmo. Eu entrego minha vida completamente em suas mãos, quero estar na condição de filho e sair da condição de criatura e deixá-lo guiar meus caminhos completamente. Encha-me para que não sinta mais falta de nada e assim não tenha que preencher minha vida com vícios ou coisas que me façam afastar do seu caminho. Quero minha família unida e feliz e todos crescendo em graça e sabedoria diante da tua presença. Em nome de Jesus, amém!”


Ôoooooooooohh Glóriaaaaaaaaa!!!!!

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